O Grito silencioso
Da Agonia que me acompanha constantemente
Que faz de mim uma pessoa vazia
Cruel e perdida na minha própria mente
A agonia que quer meu coração e alma
esfaquear
Cortar e destruir com uma raiva tremenda
A agonia que me faz gritar calada,
Que me faz querer estar apenas
acompanhada da solidão
Do escuro da noite, e que transforma o
sol numa sombra escura
A agonia que transforma minha energia e
força
Em dor, cansaço e tristeza e numa eterna
frustração
Querer subir os muros dum poço para conseguir
respirar
Nos raios do sol e do dia um pouco de paz
e descanso
Mas escorregando outra vez para o fundo
da agonia,
A constante dor que me acompanha e que
quase parece amiga
Cansada de subir e cair
Cansada de cair e não conseguir subir
Bons conselhos e otimismo do mundo e
pessoas amadas
Mas que no fundo não fazem ideia do mundo
de agonia que nos abraça
a alma coração e mente e com tanta
delicadeza e força ao mesmo tempo,
nos algema a força e energia para
subirmos o tal muro do poço
Ó eterna companheira, Agonia
Larga-me de vez para poder de novo
percorrer meu caminho em paz
Mas não, tu voltas sempre, apaixonada
pela minha alma que tua prisioneira se tornou